[ Manual prático para eleição ]

 

Pelos olhos desse observador, muitos anos de propaganda eleitoral se passaram. E embasado por essa experiência enriquecedora, estou aqui disposto a ajudar os candidados a cargos públicos de primeira viagem.

Atenção, opto por enumerar as dicas de modo a facilitar a leitura.

 Preparativos iniciais...

1 ) Alugue um professor de português ou escreva você mesmo o seus discursos. Caso a segunda opção seja a escolhida, pense muito antes de escrever alguma coisa, é dificil pra você, eu sei, por isso, sugiro que utilize discursos de eleições anteriores. Eles ainda estão válidos para a atual e futuras eleições.

2 ) Se o prefeito atual não estiver tentando se reeleger e não participou de nenhum escândalo durante seu mandado, filia-se ao partido dele. Em seguida, libere verbas que você conseguiu através de alianças feitas com os empresários de sua cidade. Isso ajudará a ganhar uma moral dentro do partido.
Com o prefeito te apoiando, você poderá usar as verbas da prefeitura para prosseguir com os demais itens.

3 ) Crie músicas, "jingles", use letras simples e rimas ordinárias. Se preferir, utilize alguma música de algum cantor famoso ( ex: Daniel ) que esteja ou esteve nas paradas, trocando apenas a letra. Dica: Procure terminar as rimas com seu nome.
Ex: "inho inho inho, vote no Marquinho".

O programa na tv

4 ) Comece o programa mostrando seu número ao som da música criada. As cenas a seguir, ainda musicadas pelo jingle,  devem mostrar você andando por meio de bairros pobres e comprimentando o eleitorado. Esta é uma boa tática, já que te aproxima da maior parcela da população, a responsável pelo sua possível eleição.

5 ) Dê dentaturas, butijões de gás ou similares para algumas pessoas daqueles bairros em troca de depoimentos fictícios. Inspire-os a falarem sobre o seu passado, mesmo que hipotéticamente, afinal ninguém irá se preocupar em pesquisar pra saber se realmente é verdade. Dica: Faço-os dizer que você teve um passado difícil e sabe das dificuldades que todos os pobres enfrentam.

6 ) Use e abuse de takes em câmera lenta em momentos de alta emoção, como abraçar criancinhas e comprimentar predeiros. Isso sensibilza o telespectador e demostra um apreço pela classe probre.

7 ) Apareça diante das câmeras com seu discurso. Não precisa estar decorado, você pode ler diante das câmeras como o usual.
    Em seu texto, aponte todos os problemas que assolam a cidade como violência, pobreza, falta de empregos etc. Todo mundo já sabe que eles existem, mas ficarão satisfeitos em saber que você também está ciente.

8 ) Contrate uma mulher joven de 25 a 32 anos, bonita e de boa oratória para falar sobre alguns pontos do seu plano de governo.

9 ) Ganhe pontos extras. Contrate uma celebridade para falar bem de você. Isso pode custar caro, mas o resultado é garantido.

Nas ruas..

10) Polua as ruas das cidades com suas imagens. Atenção: Não utilize outdoors, pobres não costumam percebê-los. Use muros. Para isso, algumas dentaduras e botijões de gás adicionais serão necessários.

11) Coloque adesivos em carros. Faça isso oferencendo gasolina aos motoristas.  De acordo com pesquisas por mim realizadas aqui em Indaiatuba, o valor atual de um vidro traseiro é de um tanque por semana.
Atenção: Somente adesive carros populares e nunca um Audi, por exemplo. Pode confundir o eleitor.
Para por isso em prática, é indicado que em meio as suas alianças exista donos de postos. Isso facilitaria muito.

12) É baixa temporada no varejo, ou seja, é fácil encontrar carros de som a preço baixo. Então, não se contente em apenas poluir a cidade visualmente, não custa muito poluí-la sonoramente também.

Para obter maior êxito neste item, preencha todos os espaços disponíveis do veículo com adesivos da sua companha. Em seguida, faço-o perambular pela cidade tocando a sua música eleitoral. Encha o saco da população, faço-os decorar sua música na marra e com bom humor.

13) Faça comícios e distribua cachorro quente e suco. Esteja próximo da população, mas não deixe-os perceber que estão sendo comprados.

13) Pratique os itens anteriores incansavelmente até o dia da eleição. Neste dia, será necessário o gasto adicional com santinhos e camisetas. Alguns cabos eleitorais para fazerem boca de urna também serão necessários.

Dica: Imprima santinhos suficientes para sujar um km de rua por zona eleitoral.

14) Se você, mesmo assim, perder. Deixe os muros e as ruas sujas pois daqui a 4 anos você precisará novamente.

Um abraço a todos e bom voto...



 Escrito por Vírus às 23h56
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  [ O Retirante ]

 

Eu estava ali, de pé na borda da rodovia degustando o saboroso mal-humor matutino, esperando o ônibus  e tentando esquivar-me dos ventos secos e cortantes que testemunhavam os primeiros minutos da manhã de 26 de julho de 2004. Era um dia cinza típico, daqueles de baixa visibilidade.

Sempre fico ali sozinho apanhando pensamentos como se fossem borboletas. .....As vezes tenho a impressão que as borboletas são mais velozes durante a manhã. Será?? É difícil pegar uma bela borboleta durante aqueles curtos minutos após me despedir do travesseiro.

Sentindo calafrio, gruindo e tremendo involuntariamente os dentes, torcia para que o próximo ônibus a desbravar a neblina do curto horizonte fosse o meu.

Alguns minutos se passaram, junto com eles caminhões que traziam consigo uma agradabilíssima massa de ar gelado logo atrás de sua rabeiras. Solto alguns palavrões esporádicos. Lembro-me, de repente, das mães dos caminhoneiros.

Ao espreitar rapidamente ao redor, percebo que alguém sorrateiramente se aproxima. Com passos curtos e andar curvado resultado de grande esforço, um velhinho com um rosto muito amigável passa a me fazer companhia.

-- Bom dia
-- Bom dia.
Respondi e já detectei o sotaque genuinamente nordestino.
-- O sinhô, sabe do ôndibus que vai prá campina?
-- Olha, senhor, Campinas fica pro outro lado.
-- É, sim, nhô sei, mas é o ôndibus azui.
-- Ah entendi, você quer pegar o ônibus que vem de Campinas pra ir pra Indaiatuba, né?
-- É, nhô quero.

O Senhor vestía-se com muita criatividade. Um longo cachecol verde guerra que aparentava ser companheiro preferido nos dias frios daqui do sudeste, um belo gorro preto que em conjunto com um outro azul, por baixo, aquecia a imaginada careca do velho.
Juntava uma peça de roupa em outra não ligando para a aparência, assim como os mendigos fazem.

-- O Senhô mora onde?
-- Nhô moro pra li pra baxo, com minha fia.
-- Muito tempo?
-- Um mêis, é um mêis

Pude ler nas rugas profundas de seu rosto e nas lacunas de sua arcada dentária mais uma história de alguém que bate em retirada de uma terra sem vida a procura de vida em outra terra.

-- Veio da onde?
-- Das Alagoas, vou pra Itaici num sabe, vou descê no pontilhão pra mode eu num andá muito para não magoá as hérnia e as coisa que eu tenho aqui.
Gesticulou para os membros inferiores.

-- Meu ônibus ta vindo. Num tem erro, viu? Acene pro primeiro ônibus azul que passar. Falou, bom dia.
-- Bom dia seu moçô.

Era um senhor com um aspecto asqueroso, mas não fedia. Era todo cheio de problemas, mas sorria. E desde quando eu comecei a conversar com ele percebi que aquele era o único jeito que ele podia se portar, era o único jeito.
Velho, doente, maltrapilho e nordestino era o suficiente para me convencer que a vida dele não era fácil. Pensei no tanto de preconceito que o velhinho ainda estava a enfrentar, o dia estava apenas começando.

Através da prosa fui capaz de esquecer o frio e percebi que recebi um belo puxão de orelha logo de manhã.



 Escrito por Vírus às 23h28
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  Fábrica de ilusões e Sonhos

Caros Observadores

A inexatos 3 anos atrás tive a oportunidade de participar do programa Show do Milhão da emissora SBT. Foi uma experiência interessante, inusitada, mas bem vinda.
Tudo começou no dia em que minha mãe liga meu trabalho me dizendo para entrar em contato com a emissora o mais rápido possível. Ela, em voz eufórica, me disse que eu fui sorteado em alguma coisa.
Eu, dono de um cépticismo invejável, não acreditei e achei que ela estava confundindo as coisas. Mesmo assim, telefonei 30 segundos depois.
Do outro lado da linha, uma voz rouca pediu meus dados e logo após me informou de a conversa estava sendo gravada por fatores de segurança. Em seguida disse que eu e dezenove pessoas foram sorteadas para participar do programa Show do Milhão. O cépticismo convertia-se em otimismo e euforia.
O palco do programa comporta apenas doze participantes, mas por que vinte pessoas foram sorteadas? Não sei. Para reduzir este número aos doze, ainda ao telefone, tive que responder 20 perguntas de conhecimentos gerais que serviriam para comparar a minha inteligência com a dos outros participantes. Apenas os 12 melhores classificados iriam conhecer o Sr Abravanel.
Esperei a resposta que veio depois de 3 longos dias. Fui classificado.

Já no Sbt, fiquei impressionado com a infra estrutura do lugar. Restaurantes, bancos, lojas garantiam a auto suficiência do lugar. Ninguém precisava sair das instalações do SBT se não quisesse. Tudo existe lá.

É interessante dizer que o SBT é parecido com qualquer outra empresa, em seus princípios básicos. Refeitorio, Almoxarifado, Departamento de Compras e chão de fábrica ( palcos ). Só senti cheiro de televisão quando já estava no palco com o Liminha ( sim, o Liminha ) gravando as imagens que, junto com a voz tão habitual do Sr Lombardi, seriam utilizadas para apresentar os participantes no início do programa.

Em frente de uma Sony profissional, eu estava. O Liminha me pede para sorrir por 30 segundos. Mal consigo por 15. Ele faz um comentários infames para trazer a tona os outros 15. Ele fez isso com todos os participantes. Então, uma hora tinha se passado.

Ainda com o Liminha, tivemos que ensaiar a comemoração que o participante era obrigado a utilizar caso fosse sorteado para descer ao palco e responder ao Sílvio. Sim, caro observador, não tem nada de expontaneo.

O Liminha dita a regra básica:

"Ao ser sorteado, levante-se da cadeira, dê vários socos ao ar acima com as duas mãos simultaneamente e acima da cabeça. Lembre-se, tudo isso com a melhor cara de empolgado que conseguir. Ok?"

Eu achei aquilo tudo muito engraçado. Assim como o palco que parecia muito pequeno e feio, pois eu via toda a estrutura utilizada para dar vida ao programa. Fios, caibros, tijolos e técnicos se amontoando. Tudo isso não vai ao ar, mas fica permanentemente explícito pra quem está no local. E nos faz pensar: "Quando eu estiver em casa vou assistir o programa bem atento. Duvido que não apareça nada. Duvido!!!"

O grande momento: O Sílvio entra no palco.

Naturalmente é recebido com uma salva de palmas. Mesmo assim ele diz: "Onde estão as palmas?"
Estrategicamente brincalhão, diz que vai entrar novamente e quer ser recebido por uma salva de palmas maior. Após entrar, ouvi-se uma platéia 3 vezes mais eufórica que da primeira vez.

Após a plateia ter-se alcamado ele agradece a salva de palmas e abre o jogo dizendo:

"Ma, ooii, muito melhor, aeee. Por que será? Hein? Ha ha iii Hi hiiii. A primeira salva de palmas foi gravada. Em seguida, soltamos ela junto com o aplauso de vocês. Ha Ha iii i Hi hiiiii. Sejam bem vindos à televisão. Uma fábrica de ilusões e sonhos".


Eu, nervoso pois o programa estava pra começar, ainda pensei:

"Sr Silvio acaba de dizer a verdade que poderia mudar da realidade da população brasileira".

Mesmo após ele ter dito aquilo, 99.9% da platéia ainda leva a televisão a sério d+, como todo o Brasil, e esquece de que as ilusões e sonhos por ela criadas, não passam apenas de ilusões e sonhos.

por Alessandro BAM

PS: Um dia desses conto como foi a minha performance. Abraço a todos
PSII: Susana, espero que nossa amizade vá longe. Estou te achando um doce.



 Escrito por Alessandro BAM às 15h36
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  [ Satisfações ]

Sempre que verifico o número de visitas por aqui, percebo que o número aumenta ao menos 10 a cada semana. Gostaria de saber se são sempre os mesmos visitantes. Se for, isso me motivará a escrever novamente. Então.........DEIXE SEU COMENTÁRIO.....ok??? PS: O melhor de escrever é ser lido

 Escrito por Alessandro BAM às 08h47
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  [Linhas Gerais]

Ao final da aula de história de hoje [18/02/2004], fui abordado pelo meu competente professor de história que me perguntou sobre o meu site. Eu disse:

"Tem mais um texto, falando mal do Che"

Falei só pra encher o saco, não falo mal do Che.

Ele não gostou muito e disse que é melhor vestir camisa do Che do que vestir camiseta com dizeres em inglês. Gostaria de dizer que ele está extremamente certo e falarei sobre isso na próxima ou na próxima ou na próxima semana. Afinal se pode comprar tudo, menos tempo.

 



 Escrito por Alessandro BAM às 01h29
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  [Che Guevara, O Mito sem causa]

Posso estar até colocando o dedo na ferida, mas as linhas opinativas que se seguirão são apenas fruto de minha concepção diante desta personalidade há anos aclamada como um mártir da América Latina.
Não assisti ainda ao filme "Diários de Motocicleta". Acredito realmente que seja um filme de qualidade. Mas pretendo me ater a sua figura central: o guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara. Há décadas, jovens empunham camisetas com a célebre imagem de Che com seu olhar visionário. Mas o que eles realmente sabem sobre a pessoa de Che? Se Che estivesse vivo até hoje e comandasse uma ditadura nos moldes de Fidel Castro (Cuba), seria ele tão venerado?
Os seguidores ideológicos de Che normalmente não estão engajados em nenhuma causa humanitária. Não é uma generalização. É fato. Os jovens de todo mundo, admiradores ou não de ícones políticos, não passam de bajuladores de pôsteres, adeptos de citações chavões e discursos de uma esquerda manca.
Se os ideais de Guevara, como a rebeldia, a luta contra os poderosos e a diminuição das distâncias sociais são, sem dúvida, dignas de admiração. Mas os meios que Che iniciou sua jornada para alcançar estes fins devem ser questionados com a mesma energia com que se exalta o espírito libertador do guerrilheiro.
Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP), diz que Che representa "a pureza dos ideais, a fidelidade dos princípios e o compromisso ético". Fico a me indagar quais são os parâmetros de hoje para classificarmos a violência em substituição ao diálogo como sinônimo de ética.
Para alguns ícones, a morte traz um manto inquebrantável de perfeição. Assim acontece com Che Guevara, que é visto até hoje como vítima da opressão capitalista, ignorando o fato de o líder foi morto em um hospital após confronto com o exército boliviano.
E quando o herói (na visão dos que ficaram para contar a história) é morto de forma tão truculenta (não diferente dos métodos utilizados quando vivo), fica registrado a perda lastimável de um revolucionário sem revolução.
Em 1947, Che Guevara deixou para os anais históricos a seguinte mensagem " Se tenho que morrer será nesta caverna (...). Morrer, sim, mas crivado de balas, destroçado pelas baionetas. Uma recordação mais duradoura do que meu nome. É lutar, morrer lutando". Che morreu lutando, mas seu sonho não foi concretizado. Seu nome é muito mais duradouro que seus atos. Quando pensamos nele, o que vem à memória é aquela mesma imagem, citada no começo deste texto. Mas são poucos os que conseguem, com uma isenção emotiva, dizer claramente o quão importante Che Guevara foi para o mundo.
Sem deboche, ouso associar sua imagem a dos militantes profissionais do MST, da Al Qaeda, do ETA e das grupos extremistas palestinos. Em todos os casos, vejo causas nobres, justas e inquestionáveis sendo manipuladas por personagens adeptos cada vez mais de atos criminosos. Se revolução é associada hoje como a mudança de uma realidade geopolítica através da atrocidade e estupidez humana, estamos no caminho certo. E bem adiantados.




 Escrito por Alessandro BAM às 22h07
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  [ Executiveville ]

 "Vou me embora para Executiveville, lá todos são filhos do rei (...)".

A partir de hoje, todos nós observadores estamos convidados a conhecer um país muito próximo de nós, um país único, próspero, dotado de ordem e progresso, um lugar onde nem tudo é festa e que as coincidências miméticas não existem.

Eu vos apresento Executiveville.

Executiveville compreende a maioria da população do mundo e é um país muito avançado podendo ser onisciente e onipresente. Lá felizmente impera a monarquia, pois republica é retrógrada. Os reis que governaram este país sempre o respeitaram assim como os tratados internacionais, sempre pagando seus empréstimos em dia.
O atual rei ficou treze anos na fila de espera e para assumir o cargo teve de formar-se no States Engineer National Absoluted Competent (SENAC) o que lhe rendeu alto conhecimento na área.
Todos os executivos falam o dialeto local sem problemas e 99,9% dos executivos conjugam o verbo haver no (simples) presente e o verbo tagarelar no pretérito mais que perfeito.
A moeda de Executiveville tem alta cotação no mercado internacional, o risco país raramente atinge altos picos. Não há casos de sub-nutrição, pois os executivos de lá alimentam-se muito bem com café e banana.
Os engravatados de Executiveville moram em grandes palácios agrupados em morros, para terem uma relação mais intimista com seus vizinhos.
O trabalho mais lucrativo para quem mora nestas localidades é o comércio de um pó branco que é matéria-prima para a fabricação da Coca-Cola. Desde já você é nosso convidado, podendo nos visitar toda sexta-feira, ou esperar que nossa pista de pouso seja restaurada, tivemos um incidente com vôos clandestinos...

Correspondente Internacional

por Lucas Luciano. (orcsdobrejo@ig.com.br)



 Escrito por Alessandro BAM às 16h46
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  [ Sinapse ]

Eles (ainda) estão no meio de nós

É, fazem 40 anos que aconteceu uma das maiores guinadas na política brasileira.
O golpe de 64 depôs o então presidente João Goulart, carinhosamente chamado de Jango desde a infância, e afogou o país num dos períodos mais obscuros de sua história. Há quem o chame de "holocauto brasileiro" devido à tamanha intolerância proviniente dos fardados de cérebro atrofiado.

Desde destes dias, a presença americana no Brasil é intensa. Na época, deu total apoio ao levante golpista disponibilizando instrumento bélico e até porta-aviões se necessário. Qual seria o interesse americano?? Conter o socialismo. Jango avermelhou quando seu governo estava perdendo sustentação.

Foram os americanos que primeiro reconheceram a nova situação após o chega-pra-lá em Jango.

Nas duas últimas edições da revista Carta Capital ( 283, 284 ), Bob Fernandes vai além e nos conta um pouco mais do que já sabemos sobre os arapongas americanos na terra-brasilis. Ele mostra, através de uma entrevista com um dissidente do esquema, que todas as operações são mascaradas por convênios de cooperação no controle do narcotráfico, pela embaixada e pelos consulados. São muitos que vivem como pessoas comuns mas que na verdade são agentes da CIA ou DEA funcionando como olhos e ouvidos americanos.

Isso não é tudo.

Como o império esbanja dinheiro, podem, através de alguns computadores, caminhonetes, prédios, comprar a soberania da nossa polícia.

Com isso a nossa Polícia Federal vive no estado de pagamento de favores, acorrentada aos pedidos americanos. Se vendeu ao dinheiro do Tio San simplesmente por que não é valorizada pelo nosso governo.

"Temos o dinheiro, as regras são nossas". Diz um deles.

A polícia está certa em fazer greves. Ei companheiro sapo barbudo, vamos parar de abrir as pernas para os americanos?? Não me venha falar que nossa soberania está sendo levada a sério simplesmente fichando os ianques nos aeroportos. E as nossas fronteiras? A nossa polícia? Isso é o que?

Enquanto coisas desse naipe vêm a tona, somos empanturrados de Big-Brother regado ao bom romance da Luma de Oliveira com o Bombeiro.

por Alessandro BAM

 



 Escrito por Alessandro BAM às 23h13
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  [ Aviso ]

   Estamos operando normalmente........

 

Alessandro BAM



 Escrito por Alessandro BAM às 20h28
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  [ Considerações ]

Caros Observadores,

Estou com problemas técnicos, leiam, meu computador torrou por dentro. Isso tornará a tradicionalíssima lacuna temporal entre um post e outro maior ainda. Mas, mesmo assim amanhã postarei sobre Executiveville. Aguardem e apareçam.

Alessandro BAM

Esse seria o momento ideal para que um leitor, sensibilizado com a minha situação, mandasse um texto, de sua autoria, pra que eu vá preenchendo os dias por aqui. Né? Ligiana..rs

 Escrito por Alessandro BAM às 08h41
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Olá Observadores,

Primeiramente desculpe-me pela falta de Post's, talvez se o dia fosse de trinta horas eu conseguiria manter o Observatorio.zip.net atualizado. Pensando bem, seria mais inteligente atualizar minhas noites de sono.

É..., amigos, rapadura é doce mais não é mole não.


Eu sei que provavelmente você já tenha passado da época de assistir desenhos animados, mas mesmo assim pergunto: Você acha os desenhos de hoje em dia legais ou você é daqueles que saborearam a infância nos anos oitenta e colocam Pica-Pau, Caverna do Dragão e Thundercats no top-ten list de desenhos animados? Se você encaixa na segunda opção, tudo bem, você apenas está seguindo o fado de qualquer pessoa: Dar preferência àquilo que aconteceu em sua época.

Se perguntarmos às crianças de hoje quais são seus desenhos preferidos, com certeza terão uma lista que certamente daqui uns 10 anos ainda considerarão os melhores desenhos que já existiram, assim como nós achamos que o Pica-Pau e nossos avós acham o Nelson Gonçalves ( Eles não tinha desenhos naquela época ..rs ).

Estamos irremediavelmente presos a nossa época. E ela tem uma influência incontestável em nossa personalidade. Exemplificando, jovens dos anos 60 tem uma pré-disposição às causas sociais devido ao clima de renovação cultural que presenciaram naquela década. Os jovens dos anos 90 são um bando de bundões devido a péssima educação.
Retomando a questão referente ao conteúdo midiático direcionado à criançada, gostaria de aclarar que os desenhos estão se renovando, mas os apresentadores de programas infantís estão cada vez mais escassos e de péssima qualidade. Xuxa? Está no cenário até hoje, Alessandra Petchovich? Sem comentários. Didi? programa infantil com apelo sexual. ( q b ).

Fui na inauguração de um espaço dedicado às crianças. Tudo estava muito bonito, a criançada se divertindo muito e no som, pasmem, música da minha infância. Sucessos desde "Doce, doce, doce. A vida é um doce"... "I Lare Lare Ê, Oh Oh Oh".."Quem quer Pão, Quem quer Pão, Quem quer Pão, ta quentinho, ta quentinho, ta quentinho.", "Conheci, um capeta em forma de Guri" e outras pérolas que não lembro a letra.
Esse fato prova que estamos certos em achar que as melhores músicas infantís são as do nosso tempo mesmo. Não pela qualidade, mas pela completa ausência de músicas hoje em dia. Hoje, as "músicas" que as crianças gostam falam de sexo. ( Kelly Key ).
Então qual é o espanto quando uma jovem de 15 anos está prenha? Vendemos essa idéia a muito tempo.
Esta é mais uma contradição desde país chamado Brasil.

ps: "Infantís" tem acento?

psII: "q b" significa "Que bosta" mesmo.

por Alessandro BAM


 Escrito por Alessandro BAM às 14h21
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Olá observadores,

Os olhos deste observador que vos escreve não observam apenas o que acontece pelas abas deste mundo defeituoso, o aqui, eles também observam além mar e além céu, o acolá. Por isso, em breve estaremos divulgando um relatório semanal sobre um lugar que no mínimo é o máximo e que no máximo é encantador, um lugar que resume os anseios dos homens.
Conheceremos, através de um correpondente direto de lá, Executiveville a terra dos engravatados.

por Alessandro BAM



 Escrito por Alessandro BAM às 00h40
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  [Sinapse]

Moro num país tropical abençoado por Deus, bonito por Natureza e explorado pelos paises de primeiro mundo e políticos

Amigos Observadores, observemos que....

...É indubitável a imponência do Brasil em termos físicos. São 8,5 milhões de km distribuidos quase que em sua totalidade pela zona intertropical. Isso significa que somos providos de temperaturas comedidas que permitem a atividade humana e econômica em qualquer ponto do país. Além disso, somos detentores do maior laboratório natural do mundo, a floresta amazônica. Temos uma bela hidrografia que nos oferece uma grande possibilidade de barateamento do frete de nossos produtos. Recursos minerais em abundância. E o mais importante, somos um país de trabalhadores.Se somos, como diria Jorge Benjor, "Abençoados por Deus", Por que somos tão fracos economicamente e socialmente?
Os problemas são clássicos: A esmagadora concentração de renda que cria nesse país uma minoria rica e poderosa preocupada simplesmente com os próprios interesses.Estes são responsáveis pela politicalha que aumenta a lacuna entre as duas classes sociais brasileira mais distantes, pobres ficam ainda mais pobres enquanto ricos ficam ainda mais ricos.

A política do meu "companheiro" Lula não está passando de uma simples falácia.
Segundo ele, com apenas um ano de governo conseguiria mostrar ao eleitorado que estes ( eu votei no Lula ) fizeram um bom uso de seu instrumento irrevogável de democracia ao votar nele. Passados mais de um ano e nenhuma grande mudança ocorreu. O risco Brasil continua a oscilar assim como o Dolar. A carga de tributos aumentou para o consumidor final ( PIS/COFINS ). A fome, principal alvo e marca da campanha, ainda assusta muitos dos nossos compatriotas.
  Não temos que dar o peixe aos nossos pobres, temos que ensiná-los a pescar. E o senhor presidente, antes disso, tem de cuidar para que os rios de nossa economia não sequem.
O Fome zero é muito bonito para ser falado em cima do palanque, mas, me desculpe, não vai nunca saciar todos nossos famintos de forma efetiva se ainda continuar nesse formato. Portanto presidente, não faz sentindo criar um fundo internacional contra a fome ainda, vamos arrumar a casa primeiro.

Esse Lula tem aroma de Populista. Lembram desse termo? Do tipo Getúlio Vargas? É ambiguo em suas colocações. Não é mais o mesmo dos anos 80 no ABC. Agora ele usa terno, não fala mais pondo o dedo na cara dos ricos e ainda por cima está com a galera do PMDB. Isso me traz más lembraças.

Temo que a elite esteja no poder novamente. Isso significaria mais politicalha, mais interesses e mais no cu do pobre.

Precisamos de uma política séria ( que novidade ), que faça o Brasil crescer sustentavelmente e não um crescimento totalmente ligado aos humores internacionais. E a única maneira de se fazer isso é através da educação ( outra novidade ). Todos nós já estamos carecas de saber disso. Por que não acontece? Ha! Politica dos ricos seria a resposta. É interessante para os ricos terem sempre um povo ignorante e bundão como nós. Nós não sabemos nem votar. Não é nossa culpa. Não fomos ensinados a nada, vivemos no mundão soltos, vivemos o hoje em função do agora mesmo. Não raciocinamos, não sabemos o poder que UMA pessoa pode fazer. Se eu estou reclamando, vc também deveria e juntos formaríamos uma sociedade alternativa pensante. Sei lá, um partido, o PP ( Partido Pensante ).A educação é a chave da porta do progresso sustentável. Pode criar a base tecnológica necessária para que criemos produtos de almejo externo. Com isso começaríamos a trazer de volta cada centavo que saiu daqui através das transnacionais que exploram nossos trabalhadores não educados para que um pai possa comprar um tenis nike a preço de banana em Nova-Iorque. Precisamos parar de abrir as pernas para a comunidade internacional.

50 anos de educação sólida de qualidade farão com que 10 anos de avanços aconteçam em 2. E quando estivermos nesse estágio poderemos utilizar os nossos recursos naturais mais inteligentemente e com certeza fome não será uma palavra tão comum em nosso vocabulário.


Pra frente Brasil
por Alessandro BAM



 Escrito por Alessandro BAM às 01h07
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  [Sabedoria Popular]

"O Rock é o parque da formatura infinita."
                                                                   Odair da praça

 



 Escrito por Alessandro BAM às 22h37
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  [Seção INFERNET]

Observadores,

Sem dúvida a falta tempo é a causa da míngua de post's nos últimos dias. Conciliar a vida real com um hobby time-consuming como esse  é sempre truque para malabaristas ou para quem tem laptop..rs

 Bom, chega de balela. Resolvi colar por aqui, mesmo sem as minhas habituais divagações, para, em primeiro lugar, quebrar o silêncio que vigora desde 17 de fevereiro e, em segundo lugar, apontar alguns sites interessantes. Claro que por se tratar de minha opinião nem todos eles serão de unânime aceitação.

O primeiro deles é um site interessantíssimo que mostra tudo que alguém curioso gostaria de saber.
Você pode pesquisar de átomo até cafeteira que certamente ele te apresentará um tutorial muito elegante quanto ditático mostrando, em detalhes, como funciona o item pesquisado. E não é só isso, no final de cada tutorial é apresentado uma batelada de links sobre o assunto, exatamente o que pessoas que querem informações aprofundades procuram. Esse site, constitui uma boa base de conhecimento para trabalhos escolares de seus filhos. Entrem lá: http://www.howstuffworks.com/

O segundo diz respeito ao maior crítico da era Bush da atualidade. Michael Moore, documentarista ganhador do Oscar por "Tiros em Columbine". Esse sujeito não tem rabo preso com ninguém e rasga o verbo confirmando o que nós já sabíamos,  os Estados Unidos são uma nação de idiotas. Se quer informação de grosso calibre, acesse: http://www.michaelmoore.com/

O terceiro é para os amantes do jazz como eu, http://www.allaboutjazz.com/ desponta como o melhor site de busca para artista de Jazz clássico e conteporâneo. "The Google of Jazz" como eles se auto-denominam. É impressionante o engine de pesquisa deste site. Uma pesquisa sobre Ella Fitzgerald ( minha diva favorita ) apresentou biografias, discografias, review's de cd's, links para lojas e fotos. Muito bom mesmo.

Agora, se você está querendo enrolar um pouco o trabalho entre nesse site. http://y.20q.net:8095, ele "adivinha" o que vc está pensando em no máximo 30 perguntas básicas. Vale muito a pena.

por Alessandro BAM



 Escrito por Alessandro BAM às 02h53
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